terça-feira, 4 de maio de 2010

A felicidade alheia


Trabalhar com comida é muito especial. Sem nenhum detrimento a qualquer outra atividade que um ser humano possa exercer, alimentar gente tem um je ne sais quoi qualquer, algo que alimenta também quem produz a comida.

Dito isto, domingo tivemos a sorte e o privilégio de participar imensamente da felicidade alheia. Fomos escolhidos pela Paula e pelo André para fazer o serviço de catering do casamento deles, um casamento especial em muitos sentidos.
E fomos. Um domingo lindo, num apartamento lindo (acho que o mais bonito que eu já visitei), uma cerimônia tão sem-cerimônia, tão à vontade, tão feliz! Óbvio que o que vimos (ou ao menos o que eu vi) foi pouco: uma bisbilhotada aqui e ali, quando eu subia para saber se o que o pessoal do salão falava sobre as pessoas avançando na comida como formigas era verdade mesmo ou não.

Mas ao final, depois de 14 horas de evento, depois de termos ultrapassado todos os limites do cansaço, das dores e do que achávamos que éramos capazes de fazer, depois de olharmos para a cozinha arrumada, os garçons e barmen ainda servindo o pessoal, a música tocando alto sem ninguém reclamar, subimos nós 3 e nossa querida ex-sócia e eterna amiga para nos despedir da noiva. E foi então que recebemos cada um um copo de chope - geladíssimo - e brindamos com ela, minha amiga, nossa arquiteta, parte integrante e importantíssima dos nossos futuros, à sua felicidade, a ela ter tido o casamento que sempre sonhou.


Recebemos de bom grado os agradecimentos. Mesmo porque merecemos, foi tudo impecável. Desde as bebidas geladas sempre até a comida que saía em ritmo industrial da cozinha da casa da avó da Paula. Desde sair a cada 3 horas para buscar mais comida em nossas geladeiras até o serviço ininterrupto de todos para lavar e dar conta de toda a louça. Foi tudo muito bom, tudo muito feliz. Fizemos nosso trabalho com organização e método. E se ambos não dão conta de eliminar os momentos Kitchen Nightmares que vivemos, sei dizer que foram ínfimos comparados com a quantidade de coisas que podiam dar errado.

Recebemos os agradecimentos mas deixamos aqui os nossos. Muito, muito obrigado, Paula e André, por terem confiado em nossos serviço. Foi maravilhoso para a Kalu também. E a próxima festa será no restaurante, que caminha slowly but surely! Inauguração em breve e contamos com a presença de vocês!

Ah, e antes que a gente se esqueça, Mazel Tov!

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Parados pela Rocam

E não é que até isso aconteceu? Na ânsia da entrega, no auê que o escritório fica das 11h30 às 14h30 sobrou para o Luigi e o Rodrigo fazerem uma entrega para o pessoal da CDN. Até aí, tudo bem. Sócio tem que jogar nas onze, de preferência ao mesmo tempo (eu até ganho caixinha quando vou fazer entrega!), mas quando fui buscar o Luigi havia um pequeno detalhe: eu estava de moto e o Luigi sem capacete.

Bom, o óbvio teria sido o Luigi não ir, mas como estamos fugindo do óbvio em tudo que fazemos nós fomos até a CDN, ele na garupa segurando os pedidos. Detalhe: eu não fazia idéia que é no meio da Faria Lima. Ainda disse a ele "quer ver que vai ter CET no caminho?". CET não tinha, mas no que entramos na Faria Lima eu vi duas motos da Rocam andando devagarzinho, pela esquerda, sorrateiras, como se quisessem pegar um imbecil que estivesse fazendo o que eu fazia.

Falando em óbvios, é claro que fomos vistos. Aliás, nem teria como não ser: o Luigi mais alto do que eu, se segurando no meu ombro, pedidos à mão, mochila nas costas e eu de calça social e camisa, capacete e com a cara mais culpada do mundo. Fiz que não vi, tentei me esconder atrás de um ônibus mas qual nada.... No que fizemos o retorno e estacionamos estacionaram atrás as duas motos da PM.

Preciso dizer que os soldados (sempre acho que são soldados) foram muito atenciosos. E nem precisa dizer que estávamos completamente errados. A multa veio (como um dos PM's disse "ainda bem que é seu sócio, assim ele racha a multa"), ouvimos as recomendações de praxe com nossa expressão mais comportada, subi na moto, Luigi voltou caminhando e temos agora mais uma aventura para contar no especial do Globo Repórter que sabemos que ainda será feito a nosso respeito.

O mais importante fizemos: o pessoal da CDN almoçou muito bem. Mas, com multa, não houve caixinha que me fizesse ficar mais feliz.